O
ESCÂNDALO E SEUS INSTRUMENTOS |
Comecemos por trasladar, a propósito deste tema de grande interesse para todos nós, o texto evangélico de Mateus, Cap. XVII, v. 7 a 9.
"Ai do mundo por causa dos escândalos ! porque é necessário que haja escândalos; mas aí daquele homem por quem vem o escândalo! Portanto, se a tua mão, ou o teu pé, te escandaliza, ou te serve de tropeço, corta-o e lança-o fora de ti; melhor é entrares na vida manco ou aleijado do que, tendo duas mãos ou dois pés, seres lançado no fogo eterno. Se o teu olho te serve de pedra de tropeço, arranca-o e lança-o fora de ti; é preferível entrares na vida com um olho só do que, tendo dois, seres lançado na Geena de fogo".
Só mesmo que conhece a fundo as fraquezas e as mazelas humanas pode nos proporcionar um ensinamento tão eloquente e de tanta relevância.
Aí do mundo por causa dos escândalos ! Porque é necessário que haja escândalos; mas, ai daquele homem por quem vem o escândalo!
O
Mestre quer dizer com estas palavras que o mundo está na contingência
de ser, como realmente é, teatro de escândalos. Habitada por Espíritos
atrasados, tanto na esfera dos encarnados, como no seu ambiente exterior, onde
pululam as almas daquela mesma categoria, aguardando o ensejo de vestirem a
libré da carne, a Terra tem sido, e ainda é, cenário de
lutas fratricidas, de rivalidades soezes, de inveja com seu cortejo de perfídias;
de orgulho, sempre melindrado, assumindo aspectos, ora de ferocidade, ora de
ridicularia, ora, ainda, de estupidez; de ambições desaçaimadas,
provocando a ruína de uns para gáudio de outros, a pobreza e a
miséria para o enriquecimento de poucos; finalmente, da hipocrisia e
da filáucia dos intrujões de baixo e alto coturnos, agindo por
conta própria, ou como representantes de instituições poderosas
e, porque poderosas, privilegiadas.
Assim, pois, como orbe expiatório, não admira que os escândalos
se sucedam, sem solução de continuidade, em seu seio. O escândalo,
como é sabido, se caracteriza nos atos indecorosos, nas atitudes impudicas
e até mesmo na conduta ou procedimento que destoa do uso e das convenções
adotadas pela maioria. Pondo de parte esta última modalidade, a qual
nada tem que afete a moral, o escândalo nada mais é que a exteriorização
das sujidades morais ocultas no interior dos homens.
É do coração, diz o Evangelho, em sua linguagem simples
e concisa, que vem o roubo, o adultério, o homicídio, a inveja,
o dolo e as loucuras. O escândalo, portanto, é a manifestação
daquilo que jazia oculto nos meandros dos corações, nas profundezas
da alma humana. Uma circunstância qualquer, um momento azado, um choque
inesperado se incumbe de pôr a descoberto o que se achava encoberto, tornando
do domínio público o que estava em segredo. O escândalo,
pois, é a revelação de um mal existente no indivíduo,
revelação provocada pelos atritos da vida de relação,
pelos entrechoques de interesses e vaidades, ou por simples circunstâncias
ocasionais.
Daí a sábia observação do Instrutor da Humanidade:
É preciso que haja escândalos, mas ai daquele por quem o escândalo
vem! Sim, é necessário que os homens se revelem, que mostrem o
que realmente são, que se venha a saber e conhecer as suas intenções
e pensamentos reservados. Provocando o escândalo e suportando as consequências
que do mesmo decorrem, o homem acaba corrigindo-se, mudando de atitude e de
proceder. Este fato justifica plenamente a moralidade da sentença: É
necessário que haja escândalos.
Os
homens se assemelham a certos reservatórios dágua. Olhando-se
esta, superficialmente, decantada como está, parece límpida, cristalina
e pura; mas, tomando-se uma vara e revolvendo o fundo do tanque, eis que se
turva, escurece, assumindo aparência desagradável e até
repugnante. Por quê? Simplesmente porque veio à tona a imundície
que se achava acamada nas paredes do reservatório. Este é o meio
e o processo de limpá-los: não existe outro. É o que sucede
com as nossas almas. Sua purificação se processa, agitando-se,
pondo em suspensão as espurcícias que ela traz escondida em seus
escaninhos mais íntimos.
As impurezas do Espírito são ainda comparáveis àquelas
de que a lues impregna o sangue, originando enfermidades várias, chagas
e tumores que se localizam nesta ou naquela região do corpo. Esses tumores
devem ser abertos e drenados para que o pus escoe até a derradeira gota,
embora escandalize a vista e o olfato dos circunstantes.
S. Paulo, no seu zelo pelas igrejas que fundava, dirigiu à de Corinto
uma epístola da qual extratamos o seguinte trecho, que muito se relaciona
com o assunto em apreço: Sei que há contendas e dissídios
em vossa igreja... Pois é necessário mesmo que haja divisões
e até heresias entre vós, para que os aprovados fiquem manifestos.
(Aos Coríntios, 11-18 e 19). Aqui se trata do escândalo no seio
de uma comunidade. Paulo não estranha o caso. Reputa como acontecimento
natural, mostrando seu prisma favorável, através da seleção
que determina, separando os aprovados daqueles que o não são.
Esse método seletivo é benéfico às instituições
que colimam ideais nobres e elevados, escoimados dos elementos inconvenientes
e irredutíveis que perturbam e embaraçam a sua marcha.
É assim que o ânimo varonil de Paulo não se abatia diante
dos escândalos verificados nas igrejas que ia organizando, no desempenho
de sua missão evangelizadora. Ele via nesses escândalos um processo
salutar de expurgo, contribuindo para desenvolvimento e progresso das comunidades
cristãs.
No decurso dos três anos de seu messianato, Jesus teve ocasião
de constatar, entre os apóstolos, alguns escândalos que certamente
repercutiram dolorosamente sobre ele. Tal foi o proceder de Pedro, negando-o
por três vezes, abertamente. Dessa culpa, o velho Pescador se penitenciou
depois, amargamente, tornando-se firme e vigilante durante o resto de sua existência.
Colheu, portanto, um proveito da própria queda, do mesmo ato de pusilanimidade
em que incorreu.
Escândalo maior, de larga repercussão, cujos rumores atravessaram
os séculos, perdurando ainda, foi por certo o de Judas Iscariotes, entregando
o seu Mestre aos esbirros romanos, mediante o preço de 30 dinheiros,
recebido dos sacerdotes judeus. Esse grave delito produziu consequências
dolorosíssimas, determinando em Judas, arrependido, tamanho remorso,
que o arrastou ao suicídio. Sua razão, então confusa e
atrabiliária, conturbada e aflita, entendeu de punir aquele crime com
a pena de morte, aplicando-a em si mesmo.
No
paroxismo da mais veemente contrição, Judas se fez juiz em causa
própria, reconhecendo a gravidade de sua culpa e contra ela lavrando
e executando a pena máxima. De um transe tão penoso e amargurado
resultou, como é natural, o aniquilamento do homem velho, com suas paixões
inconfessáveis, ressurgindo uma criatura nova, purificada no cadinho
da dor, redimida pelo batismo de fogo e reintegrada no desempenho da missão
para a qual fora escolhida pelo próprio Cristo de Deus. De um grande
mal resultou um grande bem.
E assim se justificam estas sábias palavras do inigualável Pedagogo,
do incomparável Sociólogo e Psicólogo — Jesus de
Nazaré: É necessário que haja escândalos, mais ai
daqueles por quem o escândalo vem!
É conveniente deixarmos bem assinalados estes esclarecimentos: pois não
estamos fazendo apologia, mas estudo dos escândalos e suas consequências.
O escândalo é um mal, porém um mal necessário, como
as cadeias, os presídios, o divórcio, etc., dadas as condições
dos Espíritos que se encarnam neste planeta de provas e expiação.
Assim pensando, disse o poeta espírita, Alarico Cunha: Que importa a
intemperança, a orgia, a bebedeira, Se for para solver a taça
derradeira!
Quem realiza o Amor, embora seja rude, Reconhece no Vício a sombra da
virtude.
Que importa a luta armada, a monstruosa guerra, Se for para trazer a Paz à
Terra!
Que importa a inclinação que temos para errar, Se o erro nos ensina
a regra de acertar!
Se Paulo não persegue o exército cristão, Talvez não
lhe sorrisse a Santa Conversão: Tão sublime, tão grande
e cheia de heroísmo, Que o seu nome fundiu-se ao do Cristianismo. E eis
porque Jesus, por muito nos amar. Vedou-nos o direito e o voto de julgar.
Prosseguindo na dissecação do texto evangélico, meditemos
ainda sobre a seguinte alegoria que faz parte dele: "Se a tua mão,
ou o teu pé, te serve de escândalo, corta-o e lança-o fora
de ti; pois é preferível entrar na vida manco ou aleijado do que,
tendo dois pés e duas mãos, ser lançado no fogo. Se o teu
olho te serve de escândalo, arranca-o e lança-o fora de ti, porque
é melhor possuir a vida com um só olho, do que tendo dois, ser
lançado na Geena".
A
figura acima nos ensina que devemos empregar todos os meios ao nosso alcance,
mesmo aqueles mais rígidos e penosos, a fim de não nos tornarmos
motivos ou instrumentos de escândalo. É possível, por certo,
evitar o escândalo. O sábio Educador não prescreve aos seus
educandos doutrinas e preceitos inexequíveis. Para fugirmos do escândalo,
é bastante alcançarmos a condição expressa no velho
aforismo socrático: Conhece-te a ti mesmo.
O indivíduo que se estuda e se analisa, procurando sondar os arcanos
profundos do seu ser, fica conhecendo as tendências e as inclinações
viciosas que lhe são próprias. De posse desse importante dado,
o homem, vigiando e orando, como recomenda o Condutor por excelência da
Humanidade, pode perfeitamente afastar de si as possibilidades de provocar escândalo.
É de grande sabedoria o prolóquio que diz: É melhor prevenir
que remediar.
O já citado Paulo, escrevendo aos núcleos de crentes, assim os
aconselhava: Examine-se, pois, cada um a si mesmo. Se nós nos examinássemos
a nós próprios, por certo não seríamos condenados.
(l.a Coríntios, XI - 28 e 31). Quem se conhece, porque analisa e controla
o seu interior, percebe e sente em si mesmo as fraquezas da carne, os impulsos
das paixões e os arrastamentos da animalidade ainda não dominada
pelas forças do Espírito. É nessa íntima confissão
de inferioridade, inerente ao nosso estado evolutivo atual, que se assentam
a segurança e a consolidação do bom terreno já conquistado,
e de futuros surtos de progresso a conquistar.
Naturalmente, meditando nesta contingência, extensiva a todos os homens,
é que o inspirado converso de Damasco se exprime desta maneira: Quando
me sinto fraco, aí sou forte. A minha fortaleza se aperfeiçoa
na fraqueza. Quando esse gigante da fé confessa peremptoriamente a precariedade
de sua humana condição, que diremos nós, míseros
calcetas, cumprindo, na penitenciária da carne, a nossa expiação?
O citado apóstolo das gentes foi ainda mais longe na exposição
sincera do seu estado de alma, dizendo: Que infeliz homem que eu sou: aquilo
que quero não faço: aquilo que não quero, isso faço!
É com humildade de Espírito que havemos de vencer as nossas imperfeições,
as nossas misérias morais, palmilhando, sem vacilações,
com passo firme, a senda infinita da evolução em obediência
ao profundo imperativo de Jesus: Sede perfeitos como vosso pai celestial é
perfeito. Aquele célebre — vigiai e orai — de que Ele nos
fala, encerra um conselho que só poderia ser dado por quem nos conhece
em nossas mais íntimas particularidades e nas minúcias mais secretas
do nosso coração. Quem vigia desconfia; e quem ora confia. Confiar
em Deus, na sua justiça entrosada em sua misericórdia, e desconfiar
de nós mesmos, do nosso pseudo valor, do nosso presumido saber e poderio
— tal o programa evangélico, tal o critério preconizado
pelo Espiritismo.
Não é fácil a vitória, sabemos disso. O que muito
vale muito há de custar. A nossa redenção encerra o supremo
Bem; portanto custará o supremo esforço. Por isso aconselha o
Mestre e Senhor que eliminemos as mãos e os pés, se estes forem
causa de escândalo. Que arranquemos os olhos de suas órbitas, se
se tornarem motivo de tropeço.
A posse da vida eterna, dessa vida isenta das contingências que se verificam
com o nascimento e a morte, compensa todos só esforços, justifica
todos os sacrifícios. Tal aquisição importa na vitória
do último inimigo a vencer, que é a morte, integrando-nos na imortalidade,
em sua acepção positiva e concreta. O doente permite que se lhe
ampute a mão, o pé, a perna ou o braço, desde que dessa
intervenção cirúrgica resulte a conservação
da sua vida corpórea. Consente e se sujeita à ablação
de órgãos internos, uma vez que tal medida extrema possa advir
probabilidade de cura dos males físicos de que seja acometido. Assim,
pois, cumpre também que, no plano espiritual, se empregue o mesmo processo,
a fim de evitar as quedas desastrosas das quais o homem venha a ser vítima.
Corta-se virtualmente a mão, deixando de apoderar-se do alheio, deixando
de lesar o próximo e afastando as oportunidades de o fazer, desde que
percebamos em nós as fascinações ou os pendores que nos
poderiam arrastar à prática de atos desonestos; deixando, outrossim,
de empregar as mãos para magoai ou agredir o nosso próximo, empunhando
armas fratricidas.
O dia em que os homens cortarem as mãos, neste sentido, não haverá
mais guerras cruentas e devastadoras, como essa que ora ensanguenta o Velho
Mundo. Aliás, as conflagrações deflagradas entre os povos
são, a seu turno, explosão monstro de escândalo cujos fatores,
acumulados no seio das nações, irrompem, em dado momento, semelhantemente
aos vulcões, quando entram em atividade. As lavas da ambição
e da cobiça, e mais o fumo negro de ódios recalcados começam
então a ser vomitados pela cratera do canhão e pelo bojo dos aviões,
que do alto semeiam a morte e a ruína sobre a terra. Amputa-se o pé
ou mesmo a perna, não frequentando os meios corruptos, as sociedades
dissolutas, as casas de tolerância, os lupanares, ou mesmo as reuniões
cujas finalidades seja equívocas e indefensáveis.
Arrancam-se os olhos, evitando as leituras licenciosas, as literaturas enervantes, eivadas de descrições indecorosas; arrancam-se os olhos, não assistindo aos espetáculos e filmes onde se desenrolam cenas impudicas, indecentes e livres, arrancam-se, enfim, os olhos, deixando de utilizá-los na concupiscência, na cobiça da mulher e dos bens de outrem e na maliciosa interpretação de tudo que cai sob o seu domínio. Nesta mesma ordem de considerações, podemos acrescentar, mantendo-se dentro do pensamento do Divino Mestre, mais o seguinte: Se os teus ouvidos te servem de escândalo, rompe, desde logo, os seus tímpanos, pois é melhor ser surdo que ouvir blasfêmias, heresias, contos imorais e pilhérias obscenas, visto como as más conversações corrompem os bons costumes.
Se
a tua língua te serve de escândalo, arranca-a e atira para longe
de ti, pois é preferível ser mudo, a usar a palavra para caluniar
ou denegrir a reputação alheia, para ofender o próximo,
para espalhar a mentira e os boatos difamatórios; para ilaquear a boa
fé dos simples e dos pequeninos; para iludir, fascinar e confundir a
mente do povo, visando a objetivos dolosos; finalmente, para adulterar os próprios
pensamentos, dizendo o que não sente, simulando e dissimulando, fingindo
e disfarçando os mesmos sentimentos do seu coração, agindo,
portanto, em completo desacordo com a seguinte regra áurea, preconizada
por Aquele que é a imagem viva da Verdade: Seja o teu falar — sim,
sim, não, não, pois tudo o que passa disto tem procedência
maligna.
São assim os ensinamentos do incomparável Mestre e único
condutor de homens digno de confiança: claros, concisos, isentos de subterfúgios
e ambiguidades — fundados todos eles no pleno conhecimento das nossas
necessidades. Os fatos se incumbem de dar testemunho, dentro de cada um de nós,
da veracidade incontestável da palavra autorizada e sempre oportuna do
Verbo Divino.
Não precisamos de intermediários ou intérpretes para essa
palavra. A todos Deus concede as faculdades e os meios de perceber e sentir
as verdades eternas reveladas do céu. Basta que o homem tenha boa vontade,
seja sincero e deseje recebê-las, para que a fonte da água viva,
derrame a cristalina linfa, inundando o seu coração, convertendo-o,
por sua vez, em manancial, fluindo para a vida imortal, nos paramos celestes.
A lição do escândalo e seus instrumentos, que estudamos,
é de grande alcance e importância. Consideremos, para finalizar,
um dos seus aspectos mais eloquentes e de impressionante gravidade, ao qual
ora nos vamos reportar e cuja evidência temos diante dos olhos, no meio
em que vivemos.
Se nós não atendermos à sábia advertência
de Jesus, mutilando-nos figuradamente, como Ele aconselha, essas mutilações
podem se concretizar um dia, desde que assim determine a justiça imanente
na exigência do resgate de culpas e crimes que tenhamos cometido. E assim
se explicam os dolorosos casos de anomalia e de aleijões, infelizmente
mais ou menos comuns neste mundo.
A cegueira de nascimento, a surdez e a mudez congênitas, a falta de membros
inferiores ou superiores, e outras tantas deformidades com que nascem muitas
crianças; a imbecilidade e a idiotia que acompanham certos rebentos do
berço ao túmulo, que representam se não defeitos ou manifestações
exteriores de causas íntimas, isto é, de delitos anteriormente
praticados, cuja remissão é solicitada pelos próprios culpados?
A ciência explica essas anomalias como produto de hereditariedade, provenientes
da lues, do alcoolismo, etc. Tem razão a Patologia médica em sua
parte denominada Teratologia, naquela explicação. Todavia, a ciência
se limita à matéria, às deformidades físicas. Quanto,
porém, aos motivos por que determinados Espíritos se encarnam
em corpos doentes, ela não cogita. A ciência não entra em
tal indagação. A nós, porém, como deístas
e espíritas, cumpre indagar a perquirir a questão através
do prisma religioso do Espiritismo, visto como esta doutrina conjuga a ciência
com a religião, aliando a razão à fé.
Deus, em sua justiça, não podia consentir que uma alma sã,
isenta de culpas, viesse habitar um corpo enfermo ou deformado. Não concebemos
a Divindade divorciada dos seus atributos de justiça e de misericórdia.
Portanto, concluímos lógica e racionalmente, que os Espíritos
encarnados em matéria impura e virulenta são aqueles que vêm
expiar culpas outrora cometidas, pois que um só fio de cabelo não
cai das nossas cabeças, se não pela vontade de Deus, conforme
ensina o Mestre por excelência, cuja doutrina e cujos preceitos a Terceira
Revelação vai revivendo em verdade, e em espírito. Esta
particularidade, aliás, é confirmada pela comunicação
das almas sofredoras que, arrependidas, reconhecem e confessam o seu passado
culposo, respondendo pelos padecimentos da última encarnação
que tiveram na terra.
Vinícius